Grupo de educación, cultura y deporte. Asamblea Popular Pº de Extremadura

7/4/12

Palavras

Palavras são como pétalas de flor na boca de uns,

lavas de um vulcão em furor nas mãos do lapuz.

Palavras são esquecidas por aquele que maltrata,

e eternamente vividas pelo que recebe a chibata.

Palavra não tem polaridade.

Pode ser bem ou mal usada

independente da idade.

Há os que a têm em sua boca,

Mas não a mantém em seu coração.

Palavras dão vida e matam

àqueles que as acatam

seja por vontade ou coação,

liberdade ou submissão.

Palavra é fogo que gera luz

e loucura da indignação que produz.

Palavra é o jardim florido que fala por si mesmo

e também o canhão que explode a esmo

deixando deserto os escombros da vida.

Palavra amadurece, enlouquece, salva e seduz...

A palavra tem muitas funções.

Depende mesmo é do sentimento

que há em nossos corações.

E este é o único elemento

que a palavra não inventa.

Ela pode ser usada em qualquer situação,

e até mesmo o seu silêncio, tem definição.

A palavra carrega o cheiro do ódio,

e espalha pelo ar o perfume da imensidão.

Eu não tenho palavras

para expressar minha felicidade,

nem tão pouco para conceituar a maldade,

seja como doença ou característica de personalidade.

Um Homem que não tem palavra

é um nada perdido na vida.

O Homem que emudece de palavra

deixa se esvair no vento

o sentimento de profunda acolhida.

Palavra é arma que faz nascer ou morrer,

e quem não conhece seu verdadeiro poder

não visualiza seu darma.

Há os que usam a palavra

como exercício de auto-sugestão.

Ato de pura ilusão

de quem no fundo é meramente

um Homem sem-palavra,

pois a palavra que sai da boca da mente

é a marca de um coração ausente.

Trava que azinhavra o poema,

e não passa de simples algema.

Blasfemo, gemo e solto meu grito extremo.

Tua palavra sistêmica

jamais prenderá minha alma polêmica.

Não vou parar de falar!

Não vou esperar o tempo certo de escrever!

Pois apenas em tua escravizada mente

existe esse inconveniente.

Meu tempo é agora!

Minha palavra é hoje!

E se não consegues dar valor, penses bem,

pois não tens é qualquer sentimento de amor.

Porque a minha palavra

não é simples garrancho em papel.

Palavra é ato, é céu.

Palavra é o que sou,

tudo que me restou.


Autora: Regina Araujo
Categoría: Poesía

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